Sou Perseu!
Sou?
Sou um Cão!
Sou?
Aaaaah...Estou Cão, e por estar Cão, estou Perseu...Ancorado na vastidão do nada...na vastidão de todas as direções...Sou o Tempo e o Não tempo... sou tudo e nada sou...
Agora cessaram todos os pensamentos...quietude...sei que estou expandindo...em breve, não estarei mais cão...não estarei mais Perseu...

Quietude! Quietude e silencio! O troar do silencio! Eu me procuro...e não me encontro...o silencio...e não me encontro...O silencio!...Um flash e escapo...

Quando aportei na Existencia, parecia que tudo poderia ser muito fácil...mas por que vir afinal? Qual o sentido, se ao chegar, todo o sentido se esvai? E a Existencia é feita em sua maior parte da necessidade de satisfazer necessidades - pesado...pesado. A magia acabou, qdo do Cão eu me revesti...

O que eu quero afinal????
O que eu quero da Existencia?
A Existencia? A morte da Existencia?
A dissolução? A Não-Existencia?
Ah Perseu...Ah Cão...
...voce quer a morte da ilusão
a morte do Cão em ti
a morte da incoerencia...da inconsciencia, da inconsistencia
a morte da separação e do cortejo das emoções que decorrem desta ilusão:
A MORTE DO MEDO...
e de tudo que dele nasce...
CULPA, IRA, TRISTEZA...AS MÁSCARAS TODAS, AS MANIPULAÇÕES,
OS DRAMAS... A COMÉDIA...

quer a morte do eu Cão e seus dramas...
o controle, o apego, a ignorancia, a solidão.
a morte das crenças, das limitações, das expectativas....

Qdo morrer o Cão em ti, finalmente encontrarás a liberdade e a plenitude

Ao morrer o Cão em ti, reencontrarás quem és: o Lobo

E ao morrer tua identidade Lupina, quiçá encontes tua identidade divina...UM.

perseu 26/02/2011 03:30



Comentários

Postagens mais visitadas